terça-feira

Especial: Há um ano Romário marcava o gol 1000

por Bruno Diniz - brunodiniz@universodabola.com

20 de maio de 2007. Aos dois minutos e 30 segundos do primeiro tempo, o estádio de São Januário fazia silêncio. O árbitro Giulliano Bozzano havia apitado e o Baixinho estava autorizado para, mais uma vez, fazer história.

Foram dez segundos até o chute. Os dez segundos mais longos de uma carreira brilhante, cheia de conquistas. Todas as dificuldades da infância, os anos de luta para chegar ao time principal do Vasco, o sucesso na Europa, o tetracampeonato mundial com a Seleção, a volta para o Brasil, gols, muitos gols... Toda a vida de um craque, o típico carioca, nascido na Lapa, passou como um filme na cabeça do artilheiro.

O chute. O goleiro Magrão cai para a direita. A bola vai na esquerda. A explosão de todo um país. O choro de ROMÁRIO.

“É um momento ímpar em minha vida. Agradeço à minha família, principalmente aos meus pais. Agradeço ao papai do céu. Eu poderia até falar algumas coisas, mas vou deixar para outra hora. A torcida tem que comemorar comigo”, disse o atacante, em meio às lágrimas.

Aquele começo de noite de domingo será eterno. Romário, o gênio da grande área, chegava ao tão sonhado milésimo gol. O primeiro homem a atingir a marca, uma vez que não podemos considerar Pelé um humano.

O adversário era o Sport, coincidentemente, o mesmo que o Vasco enfrentará amanhã pela semifinal da Copa do Brasil. Romário não estará em campo. Tampouco a camisa 11, eternizada pelo clube após sua saída.

Mas um dos maiores atacantes de todos os tempos jamais será esquecido. E o dia 20 de maio 2007, assim como o 19 de novembro de 1969, ficará para sempre nas enciclopédias do futebol. O dia dos 1000 gols.

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